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O que se passa na cabeça do seu bebé?

O bebé recém-nascido que tem em sua casa apenas chora, dorme, come e suja as fraldas, certo? Errado. Desde o nascimento, os bebés interagem com o ambiente exterior, sentem emoções e integram os vários estímulos sensoriais de um modo único, o que fará toda a diferença para a sua vida futura.

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Nos primeiros anos de vida, por segundo, são formadas 700 novas conexões neuronais (sinapses) no cérebro humano. Não há outro órgão com igual crescimento como o cérebro, neste período. Estas conexões serão posteriormente “podadas” num processo de seleção de acordo com o uso, tornando o cérebro mais eficiente nas funções cognitivas utilizadas.

O cérebro humano está em maturação até cerca dos 25 anos de idade do indivíduo.

A plasticidade cerebral diminui muito após este período, com menor capacidade de aprendizagem, memória, flexibilidade cerebral, resolução de problemas, etc.

As experiências vivenciadas desde o nascimento (e mesmo no período pré-natal) vão constituir a base para a arquitetura cerebral futura, condicionando as futuras aprendizagens, a saúde física e mental e o comportamento da pessoa. As relações afetivas com os cuidadores principais, estáveis, responsivos e estimulantes são o principal motor impulsionador da construção de uma forte arquitetura cerebral. Na ausência deste tipo de relações de cuidado estáveis e constantes, vários fatores podem contribuir para o stress tóxico que prejudica o desenvolvimento cerebral saudável, uma vez que são ativados mecanismos de defesa que resultam numa sobrecarga do organismo.

Todas as crianças podem passar por situações de stress moderado ou ligeiro pontualmente, promotor de resiliência. No entanto, situações prolongadas no tempo, intensas e sem o adequado suporte por figuras cuidadoras, condicionam negativamente o desenvolvimento cerebral.

Vários estudos científicos comprovaram a existência de alterações na estrutura cerebral em crianças sujeitas a situações de stress tóxico numa idade precoce (maus tratos, negligência, má nutrição, pobreza, exposição a violência, etc): menor volume cerebelar, menor número de conexões cortico-corticais, menor metabolismo glicémico, atividade elétrica cerebral lenta, para dar alguns exemplos. Estas alterações visíveis sob vários exames imagiológicos e eletroencefalograma correspondem a menor performance cognitiva, a problemas de atenção e concentração, a menor capacidade de resolução de problemas e tomada de decisões, a dificuldades na gestão emocional e ao comportamento agressivo.

As experiências precoces adversas e o stress tóxico que induzem moldam a expressão génica no cérebro, “ligando e desligando” alguns genes.

Deste modo, nós não somos realmente determinados pelo nosso DNA, mas antes pela interação entre os genes e o ambiente (a experiência). Por outro lado, o stress tóxico vai moldar os nossos eixos hormonais e influenciar o modo como olhamos o mundo.

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Se quiser saber mais acerca desta interação entre genes e ambiente no desenvolvimento do cérebro humano, inscreva-se no workshop (ver aqui) “O Jogo da Arquitetura cerebral: Como é que as experiências precoces influenciam o desenvolvimento do cérebro” dinamizado no dia 17 de dezembro pela Dra. Cátia Almeida, Pedopsiquiatra.

Inscreva-se aqui.

 

Cátia Almeida, Pedopsiquiatra

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